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Na última postagem eu contei como o design  dos carros que antes eram bem simples, no final do Século XIX, até seu desenho clássico durante o pré-guerra, agora vamos saber o que aconteceu depois, mas antes, devemos nos situar no contexto histórico, pois durante o periodo de 1939 a 1945, a tecnologia ficou voltada para a guerra.

fordmateiga A Evolução dos Carros – Parte II

Anos 30 e 40

Esse período foi marcado pela recuperação da grande depresão e também pela segunda guerra mundial, vale lembrar dos modelos feitos durante a ascenssão do III Reich alemão, e de um certo modelo que eu falei a uns meses atrás que é o Fusca.

O Design não evoluiu muito, apenas reafirmou as novidades das décadas anteriores, essa época foi um período de crises, existiu veículos de luxo e também a criação e/ou consolidação de marcas como a Mercedes e a Volkswagen.

Carros que marcaram época

Alvis Speed 20 Vanden Plas 1932 A Evolução dos Carros – Parte II

Alvin Speed

bugatti A Evolução dos Carros – Parte II

Bugatti type 57

Citroen Traction Avant A Evolução dos Carros – Parte II

Citroën Traction Avant (primeiro veiculo com tração dianteira produzida em massa)

30 MG T series A Evolução dos Carros – Parte II

MG série T (carros esportivos com apelo jovem , a um preço acessível)

Em 1945 a guerra acabou, e tambem depois disso uma nova tecnologia de carros surgiram, mas isso é tema do proxima postagem.

Fonte: Museu do automóvel de São Paulo e Wikipedia

Em muitas da andanças no YouTube encontrei um vídeo interessante de uma visita feita ao Quartel General da criação das miniaturas, o Hot Wheels Design Center, um lugar dificíl de visitas, e os malucos ainda tiveram a chance de entrar em um Twin Mill, encontrar pessoalmente nosso convidado da nossa 3ª Convenção de Colecionadores de Hot Wheels da Mattel, ter alguns carrinhos autografados e participar de um disputa em down hill, muito popular nos Estados Unidos.

Bom divertimento.

Fonte: YouTube

Pensando algumas horas no que escrever em meu primeiro post, me deparei com um dilema:

Vou falar sobre o quê? Depois de um tempo pensando, achei a solução. Nada melhor do que me apresentar e dizer como tudo começou, até eu vir parar aqui, uma boa idéia não? Chega de papo furado e vamos ao que interessa, ou pelo menos deveria interessar.

Sou o Fernando Viera Barbosa, tenho 23 anos e há pouco menos de um, coleciono miniaturas, e o que me fez entrar no mundo dos “barbados adoradores de carrinhos de ferro”?  Um vício, o tal do bastão nicotinoso, mais conhecido como cigarro.

Achei que estava na hora de parar, e precisava de um motivo, afinal todo fumante sabe que faz mal, mas parar não é tarefa fácil. E quem aqui deseja ler sobre cigarro?

Voltando ao foco, comecei minha coleção em Outubro do ano passado, quando ganhei o meu 1º Hot Wheels e já havia decidido começar a coleção, e fui presenteado com uma mini à minha escolha.

Em meio as esquisitices, encontro um 1968 Mercury Cougar, que por ironia do destino era coberto por duas cores que não me agradam (principalmente juntas*), mas não vou falar sobre as cores, pois corro o risco de não ter a chance de colaborar com o Diecast Connection, risos.

1968 Mercury Cougar

Desde então comecei a fumar menos, e comprar mais Hot wheels, até que em 31 de janeiro de 2010 fumei minha última carteira de Marlboro vermelho, foi quando percebi que estava entrando de cabeça num vício ainda pior, pois meu bolso emagrecia mais, e meu salário mal chegava ao final do mês.

Entretanto, há males que vêm para o bem, afinal tive a oportunidade de fazer novas amizades, e meu pulmão fica cada vez menos preto.

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado da minha primeira postagem, “Hey, e a história de como você veio parar aqui?

Pois é como a postagem está grande, vou deixar essa história para o próximo post.

Ainda preciso de um tema pra escrever, quem quiser ajudar, comenta aí embaixo.

Abraço e até o próximo post

PS: As cores do 68 Mercury Cougar estão por aí, bem fácil de ver…

Desde que no inicio do século XIX, quando, Karl Benz construiu uma carroça sem cavalo, o automóvel com o passar das décadas vem evoluindo e nessa postagem iremos contar como mudou o desenho dos automóveis.

t abre 2 A Evolução dos Carros   Parte I

Século XIX

Até o fim do século XIX os automóveis eram basicamente “carroças a vapor”, ou como diziam, carroças sem cavalos. Seu design a princípio era bem básico, com rodas raiadas e sem o volante, o que se usava era uma espécie de alavanca para guiar e a ignição era manual, mas mesmo simples, os primeiros carros custavam  caros, até o inicio do século XX quando se experimentou uma gama de fontes de energia novas, tais como: vapor, gasolina e elétrico.

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Modelo A 1908 Fritchle Victoria, exemplo de carro eletrico

Mas também existiram, carros bem elaborados como este Fiat do Século 19:

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Primeiras Décadas do Século XX

Com o tino para negócios de Henry Ford, como já foi postado anteriormente por mim, que se preocupava com o alto preço dos carros e via no barateamento uma forma de lucro, iniciou-se a produção em massa de veículos, durante este tempo também houve a batalha para que os automóveis fossem movidos à eletricidade. Até teve um projeto elaborado por Henry Ford e Thomas Edson, mas que não obteve êxito.

Lendario Ford-T

Neste tempo, os carros tiveram um design que marcou a época, os famosos “calhambeques” ou “fordinhos” que talvez tivesse este nome porque tinham um desenho próximo ao Ford T, também foi o período de ascensão das grandes montadoras tais como: Ford (1903); Rolls-Royce (1906); Chevrolet (1911); Citroên (1919); Mercedez-Benz (1881) entre tantas outras.

vintage auto parts uk A Evolução dos Carros   Parte I

Típico Cadillac da época, esse estilo foi conhecido como Vitage Cars

Essa época conhecida como Vitage Cars, foi muito dura desde o inicio do século XX até os momentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Museu do automóvel de São Paulo e Wikipedia

Gift box cópia cópia final Fazer o bem, sem olhar a quem

Se todos fossem assim...

Esse texto é mais um agradecimento do que uma crônica. Sabe por quê? Por que às vezes, um homem tem que mostrar toda sua humildade e respeito, pois é o mínimo que ele pode dar em troca de tudo aquilo que recebeu de outra pessoa ou até mesmo da vida. E esses dias eu recebi uma lição que nenhuma quantia do mundo poderia pagar.

Coleciono miniaturas desde os 9 anos de idade. Achei um Mustang 1965 convertible no chão do meu colégio, e desde então tento colecionar a marca que tanto me cativou pela perfeição dos detalhes e a riqueza dos mesmos. Tenho Hot Wheels de vários anos, e a sua grande maioria seguindo meu tema: o que eu gosto, compro. Como sou um aficionado por corridas, seja ela qual for, minha coleção têm em sua maioria Race Cars, sejam carros de turismo ou dragster, sejam novos ou antigos. E por não me atrelar a um ano ou modelo específico, eu possuía carrinhos antigos e de certa forma, bastante raros hoje em dia. Modelos de 2004 pra baixo são cada vez mais raros, e com o aumento exponencial no número de colecionadores nos dias de hoje, acabam despertando a inveja e a cobiça alheia. E foram esses dois sentimentos que quase me fizeram parar de colecionar miniaturas. Em 2006, para ser mais exato em Outubro, participei de uma pequena reunião de colecionadores que tinham acabado de se conhecer via Orkut. Ironia do destino ou até mesmo da data, era dia 11 de Outubro, e decidimos que cada um levaria suas coleções para mostrar aos ouros e nos conhecermos melh0r. Apesar da idade já ser um pouco avançada e de não ser considerado mais uma criança pela sociedade, minha ingenuidade e inexperiência aflorou de cara, provando que sabedoria e experiência são conquistadas com o tempo mesmo. Levei todas as minhas minis, em especial as minhas mais antigas. Apesar de serem mainlines, todas eram First Editions antigas, e muitas datadas entre 1999 e 2004. Acreditei que todos que ali se reuniam alimentavam o mesmo sentimento que o meu, de amor, devoção ao colecionismo e o desejo apenas de adquirir conhecimento sobre a marca e o hobby. Porém, nem todos foram para aquele encontro imbuído desta boa fé. Como levei mais de 100 minis em caixas de sapatos, seria impossível contá-las na hora de ir embora. Me permitir conferi-las apenas quando cheguei na minha casa, e ai veio a amarga surpresa: muita minis antigas simplesmente desapareceram. Contei 20. Podem ser mais, pois admito que até aquele evento, não tinha a mania de catalogar e contar a coleção periodicamente. Mas muitas eu tinha certeza que eu tinha levado sim para aquele evento. Eram miniaturas especiais, não só pelo modelo me agradar, mas pela forma que foram adquiridas. Umas foram presentes especiais, outras, compradas com o suor de meu primeiro trabalho como Office Boy (ainda existe essa profissão?). A raiva tomou conta de mim e eu decidi ali que iria encerrar a coleção e dar os meus outros carrinhos para alguém que cuidasse deles da mesma forma que eu cuidava. O destino mais uma vez me pregava uma peça, e essa das boas: em menos de 24 horas, minha namorada na época resolveu me presentear pelo dia das crianças e me deu um Ford Anglia. O detalhe é que ela odiava meus carrinhos, achava um desperdício de tempo e dinheiro, mas percebera que eu amava aqueles pequenos pedaços de liga metálica moldada, e cedeu ao meu hobby. Jamais lhe contei esse fato que tinha parado de colecionar, aceitei o presente, e decidi que continuaria com a brincadeira.

Alguém poderá me perguntar se eu sei quem foi o desalmado que levou meus carrinhos, ou se o odeio. Digo-vos que não. Como posso ter raiva de alguém que nem mesmo sei quem é? Claro que desaprovo o ato de roubar. Já nessa época tinha adquirido muitas minis via internet, e a mesma pessoa poderia se utilizar dessa fantástica ferramenta e adquirir os mesmos modelos. Contudo, como dizem os mais antigos, a gente sempre prefere o mais fácil, que nem sempre é o certo.

Mas da mesma forma que o destino tira, ele também te devolve. E sou prova disso.

Recentemente resolvi anunciar no tópico de “procurados” de um fórum sobre Hot Wheels aquelas minis que haviam sido roubadas de mim. Expliquei os motivos que acabei de lhes contar e esperei que alguma boa alma pudesse me ajudar. Como já falei antes, por serem minis com mais de 5 anos, seus preços se tornaram altos e são extremamente raras, mesmo para miniaturas comuns na época, produzidas em larga escala, apenas pedi que tivessem compaixão do meu pobre bolso, pois ele não agüentaria comprar uma mini por mais de 15 reais a unidade, pois além disso tudo ainda teria que arcar com os custos de envio, que também não são leves, mesmo para um sistema ineficaz de correios como o nosso. Admito que esperava que aquele tópico nunca fosse respondido, devido a dificuldade que acabei de expor. Conseguir um Sol-Aire CX40 é até fácil. Mas vai conseguir um Lancia Stratos ou um Olds Aurora GTS, em bom estado, por um preço barato, vai. Só um milagre. E parece que ele existe sim.

No mesmo dia que criei o tópico na seção de procurados, tive a resposta de pelo menos 2 colecionadores. Não estava acreditando no que lia. Como tão rápido alguém poderia me ajudar? O que será que despertei no coração daqueles simpáticos colegas de hobby para abdicarem de suas minis e de um lucro certo em cima delas em prol de um colecionador “liso” como eu? Eram tantas as perguntas que surgiam na minha cabeça, que eu estava mais incrédulo com o que via do que feliz. Engraçado isso não? Parece que estamos tão acostumados a sofrer, que quando temos um momento de felicidade, não acreditamos que podemos desfrutar dessa sensação e acabamos desperdiçando. Mas eu não joguei fora não. Imediatamente mandei mensagem agradecendo a ajuda. Claro que, como todo colecionador ressabiado, repeti quase que de forma irritante os motivos pelo qual queria aquelas minis e as condições para adquiri-las. Quando mandei as mensagens, me indaguei: Que burrice Jefferson! Como você quer recuperar seus carrinhos se você faz exigências? Quem deveria exigir era o dono da miniatura que você deseja, e não vice-versa. Mas o destino, esse senhor de razão plena e conhecimento ainda indecifrável para os humanos, me ajudava mais uma vez. Um dos colecionadores, além de confirmar a ajuda, ainda se dispôs a me arrumar mais alguma por um preço em conta. E olha que ele está todo enrolado, pois seu primogênito está pra nascer. Qual o sentimento que motiva uma pessoa a ajudar outra, tendo estes problemas que já lhe ocupam todo o tempo? Só pode ser o mesmo que incentivou outro colecionador que eu acabara de discutir em outro tópico do mesmo fórum e que me arrumou as minis que eu queria de graça. Sim, você não está maluco e nem eu estou mentindo. Esse mesmo colecionador, que acabei conhecendo por uma resposta sarcástica que dei em um tópico sobre T-Hunts, se comoveu com a minha história e resolveu conseguir para mim algumas das miniaturas que me tinham sido tiradas sem adicionar nenhum preço. Quando vi aquilo, eu quase chorei. Claro que eram lágrimas de alegria, de felicidade. E ai resolvi apenas colocar um belo e sincero sorriso em meu rosto. Mais uma vez indaguei aquele colecionador e perguntei se aquilo que eu lia não era mentira. Ai veio à resposta alentadora. Ele me disse que é um crime roubar miniaturas de uma criança, quanto mais de um adulto. Aquele homem, que têm dois filhos, e que voltou a colecionar miniaturas justamente por causa de sua prole, entendia exatamente a relação que eu tinha com as minhas minis perdidas. O amor, a dedicação e o sentimento de perda que nós sentimos por nossas coleções estavam ali expressados na minha frente, e com muito menos linhas do que esse texto. Meu coração se encheu de tanta benevolência e caridade que na mesma hora resolvi retribuir a bondade. Talvez não com a mesma proporção, mas com a mesma intensidade. Outro aficionado, sempre no mesmo fórum, estava procurando um Ford GT40 LM First Edition azul do ano passado, e eu prontamente me ofereci a doá-lo, afinal, estava me sobrando mesmo, e por que eu iria cobrar por algo que iria fazer um bem quase que incalculável para aquele colecionador? Ele ficou tão feliz que também não acreditava.

Só o que posso dizer é que por causa de pessoas como ancilotto, Maurício gama, wilson358, Tuche, júpiter, kendu e tantos outros colecionadores que sempre estão dispostos a ajudar o próximo, é que torna o ato de colecionar carrinhos mais do que meramente comprar réplicas fiéis de carros de verdade. Torna-se um ato de colecionar amigos e torna-se uma pessoa melhor, sempre.

Não sei qual é a sua religião. Nem quero aqui discutir isso. Mas se você já leu, ouviu falar ou simplesmente quer saber sobre tudo que escrevi acima, procure sobre a parábola do bom samaritano, texto bíblico bem famoso. Por que agora eu sei bem o que ela ensina e representa na minha vida, e recomendo o mesmo para você: pratique o bem sem olhar a quem. Faz um bem que você nem imagina.

*Uma singela homenagem a todos que se esforçam para que o hobby só aumente e ganhe o status digno de nossa paixão pela miniaturas.

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